Ideal Clube

Ideal Entrevista: Cesar Aziz Ary, Vice-Presidente do Conselho Deliberativo

Publicado em 30.09.2015

César Aziz Ary, Engenheiro Civil, formado e diplomado pela Escola de Engenharia da Universidade Federal do Ceará – Turma de 1960 (1° turma da Escola).  Já foi do setor de hotelaria, além de construtor e professor universitário. Hoje, é um aposentado ativo, como se autodenomina, membro da Federação Nacional das Entidades Libanesas Brasileiras (FELIBRA). Exerce o papel de Cônsul do Líbano (extra oficialmente) e é muito querido no seio da colônia cearense. Atualmente, é vice-presidente do Conselho Deliberativo do Ideal Clube, local onde se faz figura das mais assíduas e marcantes.
Você é Engenheiro Civil, formado e diplomado pela Escola de Engenharia da Universidade Federal do Ceará, exatamente na primeira turma da Escola. Depois tornou-se professor e Coordenador do curso na instituição. Como foi essa experiência?
Tanto os tempos como aluno, passando pela docência que exerci por um longo período, até a coordenação nos anos de 1994 e 1995, fizeram parte de uma das mais valiosas experiências, não só profissional como pessoal. Tive o prazer de ser professor de prósperos engenheiros e grandes nomes do nosso Estado, inclusive o ex-governador Cid Gomes. Uma considerável quantidade de sócios e membros da administração do Ideal Clube é composta de ex-alunos meus, da cadeira de Projetos de Estradas.

Você é um dos grandes nomes idealinos. Como começou sua história no Ideal Clube?
Sou sócio do Ideal há 64 anos. Primeiramente, na categoria de dependente desde 1951 até 1966, quando recebi por herança, um título de sócio-proprietário no inventário do meu pai, que faleceu em julho daquele ano.

Você construiu grandes amizades no Ideal?
Como assíduo frequentador do Ideal Clube, conquistei um grande número de amizades, passando a integrar a chamada “turma do Ideal”, principalmente nas décadas de 50, 60 e 70. Entre outros, esta animada turma era composta pelos seguintes rapazes: Luciano Barreira, Regis Jucá, Adrísio Câmara, João Alberto Gurgel do Amaral, Paulo Gurgel, Edgar Sá, Gerard Boris, Filipe Boris, Rui Filgueiras Lima, Augusto Cesar Gonçalves, Caio Carneiro, Raul Cabral Neto, Ivan José Ary, José Maria Vidal, Josué de Castro, Fernando Monteiro, Walder Ary, Fred Sá, Kalil Otoch Neto, Fernando Sá, Roberto Fiuza Maia  etc.

Quais foram os cargos que já assumiu na administração do clube?
Convidado, em 1978, pelo amigo Luciano Barreira para compor a sua chapa na eleição daquele ano, tornei-me diretor do Ideal nas gestões dos presidentes Barreira e Roberto Machado. Nestas oportunidades, fui coordenador do Boletim Informativo do Clube e assessor do Diretor de Sede, Cel. João Batista de Aguiar. Mais recentemente, fui eleito membro do Conselho Deliberativo do Ideal Clube, tendo sido Secretário nas gestões dos Presidentes Regis Jucá (1990-1994), e Valmir Pontes Filho- (2008-2010), e Vice-Presidente nas gestões dos presidentes Luis Carlos Aguiar (1994-1996), Silvio de Castro (1996-1998), Luiz Carlos Aguiar (1998-2002), Sergio Liebmann (2010 -2012), Humberto Cavalcante (2012-2014), e Alcimor Rocha ( 2014-2016).

Qual aquela que você considera como sendo uma grande contribuição sua para o clube?
Considero a minha maior contribuição ao Ideal Clube, até hoje, enquanto membro da Administração, a implantação do “programa Bosque Ideal”, que constou do plantio de 42 árvores nos jardins do nosso querido clube, a partir de 2011 (oitenta anos da fundação), tornando o ambiente mais bonito e aprazível. Os doadores das árvores estão identificados por placas individualizadas onde consta o nome popular e científico das unidades plantadas. Esta interessante ideia teve o total e irrestrito apoio de vários membros do Conselho Deliberativo e da Diretoria, com destaque para Sergio Liebmann, Alcimor Rocha, Valmir Pontes, Humberto Cavalcante,  Amarilio Cavalcante e José Telles.

Sabemos que você já organizou vários eventos no clube. Poderia nos relembrar alguns?
Promovi vários eventos festivos nos salões do Ideal Clube, tais como:  Primeiro Encontro da Família Romcy, no Salão Meireles, com a participação de mais de 200 pessoas daquela família, em outubro de 2005. Segundo Encontro da família Ary, também, realizado no Salão Meireles, em maio de 2009, quando reuni cerca de 190 pessoas. Festa Solene de outorga da Medalha Demétrio Dibe, com danças e comidas típicas libanesas, esta realizada no Salão Nobre Edson Queiroz, na qual houve a maciça participação da comunidade libanesa de Fortaleza. Neste evento, foram homenageadas quatro famílias de origem libanesa, além de várias personalidades daquela comunidade, inclusive In Memoriam. 

Uma das suas grandes marcas é o fato de ser até hoje um grande desportista. Fale um pouco sobre suas atividades como atleta.
Sou aficionado por duas modalidades de esportes: tênis e natação. No tênis, que pratiquei por muitos anos, duas vezes por semana, na categoria de veterano, no Náutico e, principalmente, no Ideal , nas décadas de 60, 70 e 80. Na natação, como resultado dos treinamentos praticados no Ideal, fui campeão cearense universitário de natação, nos Jogos Universitários de 1958, representando a Escola de Engenharia da UFC, concorrendo com mais cinco faculdades. Atualmente, participando dos torneios da categoria Master, nos últimos três  anos, como atleta do Ideal Clube, já ganhei 25 medalhas, sendo 12 de ouro, 11 de prata e 2 de bronze.


Em 2013, você ganha notoriedade como escritor ao lançar um livro sobre as famílias libanesas no Ceará. Quais os passos do Cesar Aziz Ary  escritor?
Lancei, no Salão Nobre do Ideal Clube,  em novembro de 2013,  o livro “Príncipes Da Mente - As famílias libanesas no Ceará”, com a participação de 217 pessoas, em uma memorável noite de autógrafos. Também fui membro da Comissão Editorial do livro dos 80 anos do clube, Crônicas De Amor Ao Ideal Clube, em 2011.

Como foi produzir o livro Príncipes da Mente?
Com uma paciência de Jó e contando sempre com a ajuda do meu filho Aziz e do irmão José Carlos, passei um ano e meio resgatando a memória de grande parte das famílias de sangue libanês que constitui, hoje, um patrimônio para o Ceará, pois são pessoas que de uma forma ou de outra contribuíram enormemente para o desenvolvimento do nosso Estado em vários setores. Ao todo são 109 famílias. O livro contempla quase todas e mais 44 árvores genealógicas até a terceira geração. E descreve ainda a origem e atividade das famílias mais numerosas destacando a biografia daqueles que se distinguiram em suas áreas, desde a da iniciativa privada, passando pela diplomacia, política, área jurídica, música e até poesia. As fotos são uma atração à parte. Elas trazem as lembranças mais remotas dos imigrantes e seus descendentes, contemplando o início desta saga até os dias atuais. Afinal, quem não se lembra das Lojas Romcy, situada na esquina das ruas Guilherme Rocha com Barão do Rio Branco? Ou do San Pedro Hotel, de Pedro Lazar, na Praça do Ferreira? E do Savanah Hotel, também de Pedro Lazar, em sociedade com o Grupo Jereissati? Do Armazém Esplanada, da família Otoch, e o do Hotel Beira Mar, um dos primeiros da rede hoteleira da família Ary?

Vem alguma novidade do escritor Cesar Aziz Ary por aí?
Sim! Já estou empenhado na produção da continuação do livro Príncipes da Mente, que pretendo lançar  no próximo ano. Pode-se dizer que a colônia libanesa do Ceará ganhará mais um  merecido resgate digno da contribuição dada ao nosso Estado e ao Brasil.